Museu Nacional de Belas Artes

Voltar ao Museu Nacional de Belas Artes, ali na Cinelândia, foi quase como reencontrar um amigo antigo. Eu já fui várias vezes ao MNBA e sempre me impressionei com as telas gigantes que ocupam paredes inteiras, a galeria de esculturas e aquela arquitetura clássica que faz a gente se sentir dentro de um filme de época.

Depois de mais de cinco anos de obras, ver o prédio do século 19 de portas abertas novamente, mesmo que de forma parcial, é simbólico. O museu ainda está em reforma, a entrada não chama tanta atenção e muita gente passa direto, até porque ele fica literalmente colado ao Theatro Municipal. Então já deixo a dica: caminhe com calma, repare nos tapumes e nas placas, porque o acesso não está tão óbvio quanto antes.

Nesta fase de reabertura, a grande estrela é a exposição fotográfica “Breu”, do Vicente de Mello, montada na Galeria de Moldagens 2. São oito imagens feitas durante o período de restauração, quando as esculturas estavam cobertas por tecidos pretos. As fotos foram tratadas digitalmente e ganharam aparência de negativo, criando um clima de mistério e diálogo com as moldagens de gesso recém restauradas.

Essas moldagens são cópias em gesso de esculturas clássicas europeias, feitas por um método de reprodução direta que hoje já não é mais permitido. Isso torna esse acervo raríssimo e muito importante para a história do ensino artístico no Brasil.

A reabertura faz parte da programação “Um olhar pela fechadura”, que funciona como uma prévia afetiva da grande reabertura completa do museu, prevista para 2026. Ou seja, você já pode matar um pouco a saudade agora, entender como está ficando a restauração e acompanhar esse renascimento passo a passo.

Para quem tem entre 40 e 60 anos, gosta de programas tranquilos, com conforto, segurança e um toque de cultura, esse passeio é perfeito. O horário reduzido, no meio da tarde, combina com quem trabalha no Centro e quer encaixar o museu no intervalo de almoço, ou com quem prefere evitar grandes aglomerações. E o melhor: a visita à exposição “Breu” tem entrada gratuita.

O que está aberto na reabertura parcial

  • Exposição “Breu”, do fotógrafo Vicente de Mello, na Galeria de Moldagens 2
  • Moldagens em gesso de esculturas clássicas, recém restauradas e em diálogo com as fotografias
  • Parte do circuito expositivo, em horário reduzido, dentro do projeto “Um olhar pela fechadura”
  • Programação pontual com visitas guiadas e ações especiais ao longo dos meses, conforme divulgação do museu

A reabertura total do MNBA continua prevista para 2026. Até lá, cada nova fase é um convite para ir acompanhando esse retorno com carinho.

Dicas do Diversão

Se você quiser transformar o dia em um verdadeiro “combo cultural”, minha sugestão é simples e deliciosa: Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional e Theatro Municipal na mesma saída.

Você pode começar pelo MNBA, aproveitar a exposição “Breu” e as moldagens, atravessar a praça e visitar a Biblioteca Nacional, que por si só já é um espetáculo de arquitetura e história. Depois, complete o roteiro com uma visita guiada ou uma foto especial na frente do Theatro Municipal. Tudo isso em uma distância muito pequena, o que é ótimo para quem prefere caminhar pouco e aproveitar mais.

  • Vá com tempo para observar as obras com calma. As telas enormes e as esculturas pedem aquele olhar demorado, sem pressa.
  • Combine a visita com um almoço ou café na região da Cinelândia. É um passeio redondinho para quem gosta de sair de casa e voltar ainda de dia.
  • Se você tem mais de 40 anos e não curte empurra empurra, o horário da tarde é bem tranquilo.
  • Use calçados confortáveis. Mesmo sendo um museu, você anda bastante entre as galerias.
  • Se estiver em família, vale explicar para filhos e netos que o museu ainda está em obra e que nem tudo estará acessível, evitando frustrações.
  • Acompanhe o perfil oficial do museu no Instagram, pesquisando por Museu Nacional de Belas Artes, para ver novidades e agenda atualizada.

Serviço – Museu Nacional de Belas Artes (reabertura parcial)

  • Endereço: Av. Rio Branco, 199, Cinelândia, Centro, Rio de Janeiro
  • Exposição em cartaz: “Breu”, de Vicente de Mello, na Galeria de Moldagens 2
  • Período da exposição: de 12 de setembro a 16 de janeiro
  • Horário de visitação: de segunda a sexta, das 13h às 17h
  • Ingresso: entrada gratuita para a exposição “Breu”
  • Instagram oficial: museunacionaldebelasartes

Como chegar

  • Metrô: desça na estação Cinelândia. A saída fica a poucos metros do museu, coisa de uns 30 metros caminhando em linha reta até a entrada.
  • VLT: use a linha que passa pela Parada Cinelândia ou Carioca, que também ficam bem próximas ao museu, facilitando muito para quem vem da Região Portuária ou da Rodoviária.
  • Ônibus: várias linhas passam pela Avenida Rio Branco e entorno da Cinelândia. O ponto Boulevard Rio Branco costuma ser a referência mais próxima para chegar ao museu.
  • Táxi ou aplicativo: coloque “Museu Nacional de Belas Artes, Cinelândia, Centro” no destino e peça para o motorista deixá-la na altura da Cinelândia, próximo ao Theatro Municipal.
  • Carro próprio: o Centro tem poucas vagas na rua. O mais confortável é usar estacionamentos pagos da região ou combinar o uso do carro com um trecho final de metrô ou VLT.

Dicas de segurança

  • Prefira visitar em dias úteis, dentro do horário de funcionamento do museu, aproveitando o movimento natural do Centro.
  • Se possível, vá acompanhada. Além de mais seguro, fica muito mais gostoso comentar as obras e dividir as impressões.
  • Evite circular nas ruas mais vazias ou mais afastadas do eixo Cinelândia e Avenida Rio Branco, principalmente no fim de tarde.
  • Leve apenas o essencial: documento, cartão, celular, pouco dinheiro e uma bolsa leve, mantida sempre à frente do corpo.
  • Use roupas confortáveis, mas evite objetos muito chamativos. O Centro é movimentado, todo cuidado ajuda.
  • Combine um ponto de encontro com quem estiver junto, caso alguém se afaste do grupo.
  • Em caso de qualquer desconforto, procure imediatamente a equipe do museu ou os seguranças da região. Eles estão acostumados a receber visitantes de todas as idades e podem ajudar.

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